Azeitona de Murça

Murça, 26 de novembro de 2015.

As seis pessoas que trabalhavam no extenso olival às portas de Murça não fazia prever a produção de trinta toneladas de azeitona que daria entrada na Cooperativa de Olivicultores de Murça. O dono, o Sr. Pereira, ia seguindo os trabalhos das apanhadeiras da “roupa”, os toldos que recolhiam a azeitona, estendidos no chão por debaixo das oliveiras de pequeno porte. Dois homens varejavam, um deles com uma vara mecânica que fazia trepidar os troncos e soltar a azeitona. O filho do Sr. Pereira, o João Paulo, trabalhava ao lado do pessoal rogado. O Sr. Mário, já de idade, contava histórias, algumas longe do Sr. Pereira, menos dado a casos de malícia.

Naquele dia de sol, um dia quente de fim de novembro, parecia tão fácil aquela tarefa de estender e recolher toldos, ensacar azeitona e escolher alguma ramada. Tratava-se da apanha da azeitona na “terra quente”, nas encostas viradas a sul, com azeitona sã e limpa. Mais difícil seria a apanha na terra fria, em terrenos mais altos e mais frios.

No lagar não paravam de chegar os tratores cheios de azeitona. As máquinas lavavam, separavam a folha, e conduziam a azeitona aos moinhos. As altas temperaturas separavam o azeite que se formava da água e do desperdício. E ali ficavam armazenados, pronto a serem embalados.

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