Exercício

Aquilo que foi apenas um exercício de repérage para uma oficina de fotografia acabou por revelar-se, nove meses depois, um gosto imenso de revisão e experimentação: cor, enquadramentos, ângulos. Nesse dia fotografei sozinha, caminhei algumas horas, enquanto o sol rodava e caminhava para ocidente. Estabeleci um percurso, estudei possibilidades, sombras e luz, antevendo as dificuldades e a necessidade de orientação.

Foi novamente sozinha que voltei. Um mosaico de olhares de uma cidade que faz parte de mim.

The camera tells its own truth

Procurei o Taipa Village Art Space. Estava fechado. Fui visitar o Museu da História da Taipa e Coloane, que estava aberto. Depois voltei e vi a exposição do Hugo Teixeira, com tempo.

Taipa Village Art Space is honoured to invite Luso-American photographic artist Hugo Teixeira to showcase his unique collection of documentary photography featuring an iconographic Macau fixture – bamboo scaffolding on construction sites, which is ubiquitous in the city as it undergoes rapid development. The construction workers (bamboo masters) are acting like spiders, taking a risky job with courage to wrap the vertiginous towers with bamboo scaffoldings which look like spider webs.

Hugo will introduce demanding photographic techniques of yesteryear, exhibiting two types of images: ambrotypes – positive photographs on glass created using a wet-plate process – and cyanotypes – produced using a process that creates a cyan-blue print. To create these stunning images, Hugo uses heavy view cameras and very carefully applied coatings of paper, metal and glass, offering viewers an awe-inspiring journey of discovery back to a 19th century fascination that long predates the digital era.

(Folha de sala, Taipa Village Art Space)

E foi com tempo que fotografei, conversei, ri-me, ensinei. Há meninos que visitam exposições de fotografia e se deliciam com as câmeras de grande formato.

O rio de Esmeralda

Estamos começados, mas não estamos acabados.

O rio de Esmeralda é o título do primeiro romance de José Rodrigues e o seu segundo livro. O convite para fotografar a propósito da história deu origem a um projecto abraçado com gosto e com vontade de levar a cabo uma nova experiência.

Com a colaboração da Susana, do Frederic e do Evandro, as fotografias foram sendo feitas, remetendo para um espaço que ao mesmo tempo correspondia ao imaginário de Esmeralda, a protagonista da história, de José Rodrigues, o escritor, e de mim, fotógrafa.

A capa do livro foi concebida pela Rute Augusto, sobre uma das fotografias do projecto fotográfico.

capaRute

 

Fortuna(s)

Todos os participantes na Oficina de Fotografia do Quarto Crescente foram fundamentais: a Mariana e a Margarida, tão interessadas, a Teresinha a fotografar tudo o que gostava, a Helena com os seus olhos habituados a registar luz e linhas, o Paulo e o Bruno com quem vou partilhando coisas que gostamos, e tantos outros…

E o Evandro Fortuna, que estando em Portugal para aprofundar os seus estudos de fotografia, participou na oficina, aconselhando, captando momentos e fazendo fotografia como sempre faz, muito bem. Fica um agradecimento e um abraço pela presença e pelas sugestões, sempre oportunas. E ficam as suas fotografias do passeio fotográfico:

Oficina de fotografia

Para além da oficina, do trabalho e das preocupações, depois o que sabe bem é ver os resultados positivos nas fotografias captadas pelos participantes, a quem deixo um agradecimento e um abraço enormes.

Da Margarida Salvador:

 

Da Helena Azeredo:

 

 

Da Mariana Salvador:

Falar de fotografia

Foi a minha primeira oficina de fotografia, um tempo e um espaço de experimentação, sim, mas também de redescoberta e confirmação de como gosto de falar sobre as coisas que me apaixonam.

“Falar de fotografia” aconteceu no primeiro dia do Quarto Crescente, em Mangualde, a 13 de julho de 2016. Falámos sobretudo de composição e da importância das regras básicas para conseguir resultados mais expressivos.

slideCapa

Olhar que emerge

Cataz expo

No dia 16 foi a inauguração da exposição colectiva Emergência do Olhar Vol. III, que reuniu os trabalhos finais da disciplina de Projecto de Autor, no ano de 2016 no Instituto Português de Fotografia do Porto. A exposição está patente na Galeria Geraldes da Silva, Rua Santo Ildefonso, no Porto.

Mas antes da inauguração há a montagem da exposição. Do meu trabalho final da disciplina, com o título Legacy, vão estar expostas três fotografias, no formato 54x74cm.

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